29 jan, 2008
Assessoria de imprensa para os novos tempos
Posted by: Natalia Yudenitsch In: assessoria de imprensa| comunicação| serviços| webmarketing
Tradicionalmente, assessoria de imprensa é aquele serviço composto por um quarteto tradicional: criação de um release (o texto com estilo jornalístico falando sobre uma tendência, produto ou serviço, ou seja, a notícia -ou pauta- que se sugere ao jornalista), envio do release para veículos de comunicação, o FUP (ou follow up, ou seja, ligar ou contactar o jornalista pessoalmente) e a mensuração dos resultados, normalmente feita via clipping.
Só que em tempos de redes sociais como Orkut e Facebook, onde blogs, mecanismos de busca e listas de email podem gerar MUITO mais buzz que uma matéria em um grande jornal de circulação
nacional, essa fórmula deixa bastante a desejar.
Primeiro porque os envios de press releases agora são via email. Depois porque não considerar a divulgação via marketing de mecanismos de busca e links patrocinados como parte de uma estratégia de assessoria de imprensa é, na minha humilde opinião, uma pisada no tomate.
A idéia de que marketing não se mistura com assessoria de imprensa ou de que divulgação é só entre a assessoria/empresa e os jornalistas não combina com a atual configuração da mídia – e olha que eu sou jornalista!
Claro que a geração e divulgação de pautas nas publicações online e offline continuam sendo essenciais para um trabalho sério de comunicação corporativa. Mas não dá mais para ignorar o fato de que as redações têm olhado cada vez mais para o que gera mais barulho online ao invés de ver apenas o que entra em meio à massa de releases que entopem seu inbox diariamente.
Outro ponto a favor de incorporar cada vez mais estratégias de divulgação online aos serviços de assessoria tradicionais são as métricas. A divulgação de um lançamento fica tremendamente fortalecida se, além da coletiva de imprensa, for utilizada uma boa estratégia de SEM (search engine marketing, ou marketing de mecanismos de busca) somada a links patrocinados.![]()
Além disso, fica mais fácil de mensurar também, porque este costume de só medir o retorno da assessoria calculando quanto custaria o espaço ocupado pela empresa na matéria se este quadradinho tivesse sido comprado como publicidade vem perdendo sua eficácia ao longo dos anos. Eu sei, os números são impressionantes e fazem bonito nos relatórios, mas a verdade é que espaço ocupado por mídia espontânea (as matérias) não é igual ao espaço publicitário (mídia paga).
O ROI da assessoria de imprensa fica muito mais evidente se conseguimos mensurar as ações de divulgação em termos de clicks, navegações por determinadas áreas do site e buscas por palavras-chave nos mecanismos de busca, aliados ao popular clipping.
Mais ainda: os releases publicados online, precisam seguir regras para serem indexados pelos buscadores –e consequentemente mais facilmente encontrados pelos jornalistas e formadores de opinião. Isso implica em técnicas que englobam desde os títulos até palavras-chave e links publicados no texto do release.
Quer saber mais sobre o tema? O colunista da Clickz, Mike Grehan, acredita nessa tendência também e faz um exercício interessante de futorologia neste artigo aqui (em inglês).
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