09 abr, 2007
O porque do foco nas pequenas – a resposta
Posted by: Natalia Yudenitsch In: coaching| comunicação
Algumas pessoas têm questionado o foco da Duma e deste blog nas pequenas empresas. Caros leitores, juro que não tem pegadinha! Meus motivos para este foco são mais do que simples: porque acredito firmemente que este é um nicho abandonado pelo mercado de comunicação.

Ou melhor, é um nicho muitas vezes relegado a fornecedores quebra-galho, sobrinhos e afins. Nada contra os sobrinhos, que às vezes são bem talentosos! Mas a verdade é que boa parte das micro e pequenas empresas brasileiras trabalham a comunicação sem nenhum planejamento, mais na base do feeling dos donos. “Ah, agora ia bem fazer uma divulgação para o Natal. Vamos panfletar, mandar uns emails, talvez até anunciar na revista xyz”. E adivinha quem ter que correr atrás de tudo, da gráfica até descobrir quem vai distribuir os flyers nas ruas? Os sócios novamente!
Que acabam delegando a função para quem normalmente já está lotado de trabalho também. Aí, quando os resultado ficam abaixo do esperado ou algo é esquecido no meio da correria, existe uma tentativa de contratar alguém para cudiar disso.
Às vezes é um profissional contratado, que vai cuidar do marketing e comunicação. Outras procuram-se fornecedores. Aí sempre vem a amarga descoberta de que a lista de empresas necessárias é enorme –e cara. Agência de publicidade, agência web, assessoria de imprensa, consultoria para treinamento e RH, produtora internet, empresa de eventos. A soma do total mínimo de cada fornecedor dá uma fábula. A micro e pequena empresa suspira, respira fundo e desiste.
E bem, eu não acho que tem que ser assim. Acho que dá para oferecer um mix desses serviços –ou apenas dos necessários– a preços razoáveis. Porque na verdade as necessidades de uma empresa menor são diferentes, não exigem normalmente um alcance tão abrangente quanto de uma multinacional, por exemplo.
Sei quanto pesam os impostos, como é difícil contratar e treinar pessoal, como o budget é apertado. Também tem um lado mais idealista meu, de crer que a estabilidade das micro e pequenas é o que dá o tom do crescimento e desenvolvimento da economia nacional.
Eu acho que quem toca uma pequena ou micro empresa no Brasil é uma espécie de gente heróica. Sério! Porque é um nicho muitas vezes maltratado por este meu mercado, o da comunicação. Existe uma parcela considerável de designers e webdesigners que torcem o nariz para fazer folhetos, flyers e cupons de desconto. Muito comercial e pouco artístico, dizem. Tenho visto programadores e desenvolvedores que suspiram ao ter de fazer pequenos publicadores de conteúdo para asp e php, implantar lojas virtuais e passar boa parte do tempo arrumando bugs e reformulando seções do site. O mesmo acaba acontecendo com o resto da cadeia, acaba ficando uma idéia (mantida na sala de reuniões interna, claro) de que o cliente pequeno “paga pouco e cobra muito”.
Mas claro, se da pequena empresa é exigida a mesma coisa! O lucro é pequeno e a exigência do cliente ENORME. Então, porque não tratar o pequeno cliente da mesma forma que o grande? Melhor ainda, e se todos os seus clientes forem pequenas empresas? Pois é isso que eu quero.
Para mostrar que dá sim para trabalhar com planejamento, seriedade e eficiência sem ser megacorporação. Como? Escolhendo bem onde aplicar a verba e usando e abusando de soluções gratuitas. Quais? É só continuar lendo.
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